Alimentação da Tarântula

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Mensagem por Admin em Dom Ago 07, 2011 2:01 pm

A alimentação da aranha é variada, na qual se inclui uma variedade muito grande de criaturas como: grilos, baratas, gafanhotos, aranhas, escaravelhos, tenébrio, zoophoba, pequenos lagartos, roedores, pequenas aves, etc...

Em cativeiro, por questões de disponibilidade, são frequentemente alimentadas com grilos/tenébrio/zoophoba/baratas.

Em termos nutricionais o grilo e a barata têm mais proteínas e menos gorduras que o tenébrio e a zoophoba, e por isso devem ser o alimento de eleição. O tenébrio e a zoophoba devem ser-lhes oferecidos de modo a variar os nutrientes obtidos e pelos minerais que os constituem.

Em cativeiro alguns donos oferecem pequenos roedores e répteis às suas tarântulas. Do ponto de vista nutricional, não existem muitas vantagens, para uma aranha, em obter tal quantidade de proteínas.
Alguns coleccionadores defendem que tais quantidades de proteína podem ser vantajosas quando se prepara uma tarântula para a postura. O que é compreensível, tendo em conta a natureza bioquímica desse processo e para que esteja bem alimentada antes do encontro com o macho, reduzindo a possibilidade de acidentes.

Ainda existem outras práticas como a de dar carne crua (exemplo: bife) às tarântulas que alguns coleccionadores defendem, mais uma vez, defendendo o seu suporte proteico.
Depois de ser analisada uma considerável quantidade de opiniões, artigos e um livro específico para criadores de tarântulas a AviculariaPT defende fortemente que tais "iguarias" podem ser oferecidas ocasionalmente, como aporte proteico, mas que no seu ciclo de vida normal, a tarântula necessita de produzir quitina (nas mudas) e não há nada como alimentar-se da quitina de outros animais (presente nos invertebrados, com os nutrientes certos e nas quantidades certas).
Além disso, a comida para consumo humano é tratada com produtos químicos e produzida com outros. Não se conhecem as consequências destes químicos na alimentação das tarântulas a curto, médio e longo prazo.
É ainda de salientar que a carne crua é passível de transportar parasitas que são patogénicos ao homem.
A patogeneceidade destes aos aracnídeos não é conhecida.

Frequência da alimentação: Existe uma grande discórdia entre criadores acerca deste tema.

No estado selvagem a tarântula alimenta-se do que se atravessa no seu caminho. É um animal que ataca de emboscada e poucas são as vezes que procuram activamente a sua comida.
A mair parte dos criadores recomenda oferecer dois grilos por semana, mas tal quantidade de alimento é mais indicada para uma aranha adulta de porte médio. Esta indicação leva a que muitos donos acreditem que as suas tarântulas não estão a alimentar-se bem.
A maior parte dos iniciados ou um juvenil come 1 grilo eventualmente 2 um pouco mais pequeno que o seu abdómen por semana. Ainda assim se esta quantidade tornar o abdómen da tarântula excessivamente inchado a alimentação deve ser restrita até esta realizar uma nova muda ou até o abdómen desinchar um pouco (alimentação em excesso e temperaturas altas aceleram o metabolismo da tarântula e obrigam a acelerar uma próxima muda o que pode fazer com que algumas aranhas comecem a muda sem estarem bioquimicamente preparadas e consequentemente levando à morte).

Em suma, a frequência da alimentação deve ser adaptada à sua tarântula, tendo em conta o seu tamanho, etapa do ciclo de vida em que se encontra, temperatura ambiente, e mesmo o apetite do animal.

IMPORTANTE!

Qualquer alimento que não seja comido no prazo de 1 dia deve ser retirado do terrário do animal (o alimento da tarântula também é um animal, e também tem fome, e para que os seus papéis não se invertam é mais seguro proceder deste modo).

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